Demorei bastante para escrever aqui sobre a tragédia em Congonhas, e talvez isto tenha acontecido porque queria que as idéias estivessem em seus devidos lugares em minha cabeça. Ainda não estão, mas a minha opinião já está formada. É possível chamar de “acidente” um episódio em que: 1) O avião não estava em condições de voar. Fato. Ou você, amigo motorista, iria viajar num dia de chuva sem um dos freios? 2) A pista não tinha tem condições de receber pouso nem de disco voador. O que dizer da falta de ranhuras, da pista estreita, do prédio alto contruído em frente? De quem é a culpa? Sua. Minha. De cada um que assiste a este episódio e aceita que a crise aérea, que já matou mais de 400 pessoas, seja tratada como um assunto qualquer em Brasília. Agora, arranjaram um bode expiatório – o piloto – e certamente vão jogar todas as culpas nele, já que não pode ao menos apresentar sua defesa. O que podemos – devemos – fazer? guardar os nomes destes 500 covardes que estão em Brasília. E depositar nossa melhor forma de protesto: voto. Felipe Indignado Silveira
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